Flores e mandalas
Na natureza e dentro de nós, o círculo revela o sagrado, o movimento da vida e o caminho de volta ao centro. Costumo olhar muito para o céu. Durante o dia procuro o clarão do Sol e, embora não olhe diretamente para ele, gosto de perceber seus raios atravessando as nuvens. À noite admiro a Lua, seu movimento, suas fases e a perfeição da lua cheia. Mas basta baixar os olhos para perceber que essa mesma estrutura circular também está presente na Terra. Ela aparece nas rosáceas das catedrais góticas, nas ocas dos povos originários, nas rodas, nos ninhos, nas sementes e, sobretudo, nas flores. Quase sempre como uma representação simbólica do Universo. Você talvez não se lembre, mas quando somos crianças desenhamos pessoas quase sempre como grandes círculos. Uma bola. Olhos. Nariz. Boca. Incontáveis gestalts. Afinal, toda criança acredita ser, naturalmente, o centro do mundo. Lembro que minha filha pequena desenhava estrelas no lugar dos olhos... Talvez sem perceber, ela já compreendesse a...