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Namaste

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"O Deus que habita em meu coração saúda o Deus que habita em seu coração." Às vezes, um simples cumprimento pode transformar a maneira como olhamos para o outro e para nós mesmos. Decidi. Irei um dia à Índia para poder me apropriar sem pudor, a qualquer momento e lugar, deste lindo cumprimento: "O Deus que habita em meu coração saúda o Deus que habita em seu coração." Namastê. Que doce prazer será, para mim, dizer namastê no elevador, na padaria, no mercado, na praça, fazendo uma leve reverência e unindo as mãos em respeito e gratidão. Agradecer diretamente ao deus interior do velhinho padeiro, o delicioso pãozinho integral repleto de grãos que ele preparou e assou. Agradecer ao deus interior do rapaz que organiza e repõe os iogurtes na geladeira do mercado. Agradecer, sem escalas, ao deus interior da varredora de rua, a sua importância na manutenção da minha saúde e de todos no meu bairro. Mas como não vivo em Mumbai, resolvi então criar um vínculo mental do namast...

Flores e sabores

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Entre aromas, flores e especiarias, descobrimos que a cozinha também é um jardim. Cada tempero guarda uma história que começou muito antes de chegar ao nosso prato. Para perceber um sabor, nossa boca faz uma importante parceria com o nariz. Ou melhor dizendo: paladar e olfato caminham sempre juntos. Os elementos químicos responsáveis pelos sabores chegam até a cavidade nasal, enquanto nossa língua, recoberta por milhares de papilas gustativas, identifica as substâncias presentes nos alimentos e envia essas informações ao cérebro. Hoje sabemos que nossos receptores reconhecem cinco sabores fundamentais: doce, salgado, azedo, amargo e umami , palavra japonesa que significa "gosto saboroso". Também descobrimos que não existe um mapa rígido dos sabores na língua. Os botões gustativos distribuem-se praticamente por toda sua superfície, apenas com maior concentração nas laterais e na ponta. Mas o que seria do nosso paladar sem os condimentos e as especiarias? Foi justamente na po...

Cabeça ou Coração?

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Talvez a vida não nos peça que escolhamos entre razão e emoção. Talvez ela apenas nos ensine, lentamente, a fazer as duas caminharem juntas. Toda escolha importante acontece na ponte entre aquilo que pensamos e aquilo que sentimos. Nos primórdios da Medicina acreditava-se que a vida terminava quando o coração deixava de bater. Hoje sabemos que a Medicina utiliza critérios muito precisos para reconhecer a morte encefálica e, em determinadas situações, permite que a vida continue através da doação de órgãos. Seria esse um indício da supremacia do cérebro? Talvez. Mas existe um detalhe igualmente fascinante. Entre todos os órgãos humanos, o coração é um dos primeiros a entrar em atividade ainda na vida embrionária. Muito antes de abrirmos os olhos para o mundo, ele já pulsa silenciosamente, anunciando que uma nova vida começou. Dentro desse contexto, quase poderíamos dizer que chegamos ao mundo embalados pelo coração e encerramos nossa existência quando o cérebro conclui sua última missão...

Flores e intuição

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Há decisões que pertencem à razão. Outras parecem nascer de um lugar mais profundo, onde corpo, mente e alma reconhecem caminhos antes mesmo que possamos explicá-los. Às vezes, o caminho se revela antes mesmo de entendermos por quê. Sempre foi assim. Situações decisórias, você aciona seus neurônios e começa a fazer contas, check-lists, buscar estatísticas, recorrer a antigas experiências e ouvir conselhos. Então toma uma decisão. Consciente. Analítica. Mas, num piscar de olhos, surge um flash de pensamento. Ou um incômodo na boca do estômago. Ou, como acontece comigo, ambos... acompanhados de um sonho revelador. Eis a "delicada" cutucada da intuição. E quase nunca levamos isso a sério. Atualmente, porém, a própria Ciência tem voltado seu olhar para os chamados insights intuitivos. O psiquiatra Carl Gustav Jung comparava a intuição a uma bússola interior que, por meio do inconsciente, utiliza nossos sentidos para produzir conclusões independentes da realidade concreta. Para m...

Higiene do Sono

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Sono Saudável: Quando dormir também é um ato de autocuidado Dormir é permitir que corpo, mente e emoções encontrem, todas as noites, uma oportunidade de renovação. A noite convida o corpo ao descanso e a mente ao reencontro consigo mesma. Na postagem anterior sobre Sono Saudável , vimos o que acontece durante o sono e a importância de uma boa noite de descanso para a revitalização da saúde. Agora podemos conversar um pouco sobre alguns dos principais distúrbios do sono, na tentativa de reconhecê-los e, quem sabe, superá-los. Os principais distúrbios do sono Insônia: dificuldade para adormecer, permanecer dormindo durante a noite ou despertar muito cedo, sem conseguir voltar a dormir. Parassonias: manifestações que acontecem durante o sono, como sonambulismo, falar dormindo, terrores noturnos e outros comportamentos involuntários. Hipersonias: excesso de sonolência durante o dia, como ocorre na narcolepsia e em outras condições que dificultam manter-se desperto. Hoje sabemos que esse...

Sono Saudável - dicas básicas

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Enquanto descansamos, o organismo trabalha silenciosamente para restaurar o corpo, organizar a mente e preparar um novo amanhecer. Dormir é permitir que a natureza continue trabalhando dentro de nós. Diante das constantes queixas de clientes, familiares e amigos relacionadas à insônia e aos distúrbios do sono, achei proveitoso preparar um resumo de valiosas orientações apresentadas pelo médico e psicoterapeuta alemão Dr. Rüdiger Dahlke , autor do livro A Doença como Caminho . Sua abordagem integrativa dialoga de forma muito interessante com os princípios da Alquimia, especialmente quando propõe um reencontro entre nossos ritmos biológicos e os ritmos da Natureza. Nesta primeira parte gostaria de compartilhar alguns conceitos fundamentais sobre a arquitetura do sono saudável. Talvez, compreendendo melhor o que acontece enquanto dormimos, possamos reaprender a dormir. Então, vamos às informações sobre esta maravilhosa experiência de "voarmos nas asas dos sonhos e do sono". Com ...

Flores e felicidade

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Pequenas alegrias Talvez a felicidade não seja um lugar aonde chegamos. Talvez seja apenas a delicada capacidade de perceber a beleza escondida nos instantes mais simples da vida. Algumas felicidades chegam antes mesmo do primeiro gole de café. Sem pretensões de definir o sentido filosófico, muito menos racional, do que se chama felicidade... Quero apenas compartilhar sentimentos e intuições sobre minha consciência dessa emoção. Felicidade. O estado de quem está feliz. Penso que estar feliz sem saber é diferente de sentir-se feliz tomando para si a plenitude dos momentos felizes. Momentos felizes podem, sabiamente, resumir-se a acontecimentos corriqueiros e deliciosamente cotidianos. Sentir o aroma de um café sendo coado. Ouvir aquela música preferida. Contemplar uma obra de arte. Olhar seus filhos — suas maiores obras de arte. Ou simplesmente receber um abraço forte e sincero da pessoa amada. Para mim, felicidade é estar plenamente presente em qualquer momento de sua própria existênci...